sábado, 28 de janeiro de 2017

BISPOS DO MÉXICO SÃO ENFÁTICOS SOBRE A IDEIA DE DONALD TRUMP: "EXPRESSAMOS NOSSA DOR E RECHAÇO PELA CONSTRUÇÃO DESTE MURO"

“Expressamos nossa dor e rechaço pela construção deste muro e respeitosamente convidamos todos a fazer uma reflexão mais profunda sobre os modos com os quais se pode garantir a segurança, o desenvolvimento, a criação de novos empregos e outras medidas necessárias e que, sem causar novos prejuízos àqueles que já sofrem, os mais pobres e os mais vulneráveis”. Assim consta no comunicado da Conferência Episcopal Mexicana (CEM) publicado ontem e recebido pela Fides.

“Nós continuaremos a apoiar, estrita e solidariamente, muitos nossos irmãos que vêm da América Central e do Sul, que atravessam o nosso país rumo aos Estados Unidos”, lê-se no comunicado do Episcopado mexicano, que se encerra convidando as autoridades do país a “continuar na busca de acordos” com o país vizinho, para que no final “sejam salvaguardados a dignidade e o respeito” dos migrantes que procuram apenas melhorar suas oportunidades de vida. 

O comunicado é assinado por Dom Guillermo Ortiz Mondragón, Bispo de Cuautitlán, Presidente da Comissão Episcopal para a Mobilidade Humana da CEM. No texto, é destacado que o empenho dos Bispos mexicanos está em plena sintonia com a Comissão Episcopal para as Migrações dos Estados Unidos, que se expressa do mesmo modo sobre a notícia da construção do muro na fronteira mexicana.


Fonte: Agência Fides

"JÁ EXISTE UM BANHO DE SANGUE NA VENEZUELA" DENUNCIA DOM SANTANA, ARCEBISPO DE MARACAIBO

“Não vejo o motivo pelo qual o nosso povo deve sofrer tanto” disse o Arcebispo de Maracaibo, Dom Ubaldo Ramón Santana Sequera, F.M.I. com lágrimas nos olhos, em um encontro organizado nos últimos dias na Universidade Pontifícia de Comillas, na Espanha.

O Arcebispo também concedeu uma longa entrevista ao semanário Alfa y Omega, enviada à Fides, onde denuncia a terrível situação do povo da Venezuela e ressalta a desnutrição infantil e a falta de medicamentos, assim como a polarização política no país, que dificulta uma saída para a crise.
 
À pergunta feita por Alfa y Omega sobre o risco de uma guerra civil na Venezuela, o Arcebispo respondeu: “Neste momento, falar de uma guerra civil seria fora de lugar. Apenas uma parte possui armas. Isto não significa que não pode haver um banho de sangue. Na realidade, pode-se dizer que já existe um banho de sangue de notáveis proporções na Venezuela. Fala-se de cerca 30.000 homicídios por ano e se não conseguirmos encontrar um modo pacífico para nos entendermos, este número pode aumentar”. 



Fonte: Agência Fides