O Blog tem por finalidade disponibilizar ao público informações e fotos de minha autoria sobre o rico Patrimônio Arquitetônico Religioso existente em nosso País e alertar a sociedade para a necessidade de preservação deste rico acervo. Propõe-se também a discutir temas diretamente relacionados a Fé Católica.
domingo, 5 de abril de 2015
domingo, 29 de março de 2015
DOMINGO DE RAMOS ABRE SEMANA SANTA
Hoje, 29, a Igreja celebra o Domingo de Ramos,
ocasião que abre a Semana Santa. Em preparação para o ápice do ano litúrgico, a
Páscoa, os fiéis são chamados a vivenciar a entrada festiva de Jesus em
Jerusalém e a compreender a Paixão do Senhor. Como gesto concreto da Campanha
da Fraternidade de 2015, também ocorre a Coleta Nacional da Solidariedade –
“Pão e Justiça para todas as pessoas”.
“Para nós cristãos, é a semana mais importante do
ano litúrgico, em que a Igreja celebra, atualiza sacramentalmente os mistérios
da paixão e morte e ressurreição do Senhor”, explica o bispo de Livramento de
Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia
da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Armando Bucciol.
Na liturgia, a celebração recebe o nome de “Domingo
de Ramos e da Paixão do Senhor”. Dom Bucciol explica que essa abertura da
Semana Santa reflete na liturgia atual duas tradições. “Tem o relato de uma
peregrina de nome Ethéria ou Egéria que conta, no quarto século, o grande
afluxo de pessoas para celebrar em Jerusalém a entrada solene de Jesus,
enquanto em Roma, com uma liturgia mais sóbria havia a proclamação da Paixão do
Senhor. Mais tarde houve a unificação dos dois momentos. Portanto, eis que o
primeiro dia da Semana Santa é o Domingo de Ramos e da Paixão”, recorda.
Sobre a vivência da liturgia do Domingo de Ramos, Dom
Armando Bucciol considera dois sentimentos prevalentes: a alegria e a
compreensão. “A alegria pela chegada de Jesus em Jerusalém, é o Senhor que é
acolhido pelos pobres, pelos simples, pelas crianças, que reconhecem nele o Rei
messiânico, o Messias e Salvador. Portanto, a Igreja se abre para acolher
Cristo como o Senhor em sua vida. E ao mesmo tempo, o preço que ele paga é a
sua morte, é a leitura da Paixão com os textos bíblicos que nos preparam a
compreender a Paixão como do Servo Sofredor, que doou sua vida pela
humanidade”, resume.
Durante a Semana Santa, há o convite à reflexão
sobre o seguimento a Jesus Cristo, uma revisão da vida. “A Igreja aconselha, ao
longo da Quaresma ou nesta Semana Santa também, celebrar o sacramento da
Penitência como momento de conversão, como sinal de uma expressão mais
rigorosa, generosa e fiel de seguimento de Jesus Cristo”, diz Dom Armando.
No Tríduo Pascal, é celebrada a liturgia da
Eucaristia, da Paixão e da Ressurreição de Jesus. Em cada dia, há uma reflexão
que pode ser feita. “Eis que no Tríduo Pascal revivemos a liturgia da
Eucaristia, portanto, compreender melhor o que significa para nós celebrar a
Eucaristia, o que é para mim?”, questiona. Para a Sexta-feira Santa, a intenção
é olhar para a doação do Cristo crucificado. “Cristo que morre na cruz. Ele nos
amou até doar a sua vida por nós. Como respondo em minha vida ao Cristo que se
doa, que se torna servo obediente até a morte de Cruz. E depois, a luz da
Páscoa que ilumina a nossa vida, com a vitória de Cristo sobre a morte”,
enumera.
Coleta Nacional da Solidariedade
A Campanha da Fraternidade de 2015 (CF 2015) propõe
o tema “Fraternidade: Igreja e sociedade” e o lema “Eu vim para servir” e a
Coleta Nacional de Solidariedade, realizada no Domingo de Ramos, irá destinar
recursos ao projeto de combate à fome no mundo promovido pela Cáritas
Brasileira, cujo lema é “Uma família humana, pão e justiça para todas as
pessoas”. Outros projetos que preferencialmente atendam aos objetivos
propostos pela CF também recebem aplicação dos recursos da coleta.
Todos os recursos arrecadados formam os fundos de
solidariedade. Cada diocese encaminha 40% do total ao Fundo Nacional de
Solidariedade (FNS). Os outros 60% formam o Fundo Diocesano de Solidariedade
(FDS) e permanecem nas dioceses para atender projetos locais.
Para o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário
geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, o gesto de contribuir com a
Coleta Nacional de Solidariedade no Domingo de Ramos é um “gesto de partilha,
de amor”.
"O gesto do Domingo de Ramos de darmos uma
contribuição, a oferta da solidariedade para o Fundo Nacional de Solidariedade
é esse gesto de partilha, de amor, de dizer assim ‘eu quero ajudar um irmão, eu
quero ajudar os pobres, eu quero ajudar, os necessitados. Assim como Deus
veio partilhar a sua vida conosco, nós queremos partilhar a nossa vida. Não é
um dinheiro que nós damos. Nós é que nos damos na nossa oferta. Esse momento é
muito significativo, muito importante porque, como Jesus, nós aprendemos a sair
de nós mesmos e ir ao encontro das pessoas, especialmente das mais
necessitadas",explica.
Imagem: Regional Nordeste 3
da CNBB
Fonte: www.cnbb.org.br
sábado, 21 de março de 2015
PASTORAL DO TURISMO PREPARA ESTATUTO E PLANEJA ATIVIDADES
A Pastoral do Turismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está
em fase de oficialização. Na última terça-feira, dia 17, a equipe de trabalho
que prepara seu estatuto esteve reunida, em Brasília. Na ocasião, realizaram
planejamento das atividades do 2º Seminário Nacional da Pastoral do Turismo.
“O grande objetivo foi rever os novos estatutos em vias de sua oficialização. A Pastoral, oficialmente, ainda não existe, por isso nós precisamos dos estatutos, precisamos fazer com que sejam reconhecidos pela CNBB, criar o nosso próprio CNPJ, e aí, então, nós existimos diante da sociedade e do mundo”, explicou o arcebispo de Maringá (PR) e bispo referencial da Pastoral do Turismo, dom Anuar Battisti.
O 2º Seminário Nacional da Pastoral do Turismo foi outro tema da reunião. O evento acontecerá de 3 a 5 de novembro, em Aparecida (SP). Foi sugerido o tema “Identidade e Missão”. Na ocasião serão apresentados conceitos, a organização, a articulação, a missão e a finalidade da Pastoral do Turismo.
Ao contrário do que é imaginado por algumas pessoas, o objetivo da Pastoral não é promover atividades turísticas nem turismo religioso. “Quando se fala em Pastoral do Turismo acham que é para ficar viajando para cima e para baixo. Não é isso, não! Mas é evangelizar, é um caminho novo de evangelização que é diferente do turismo religioso”, alerta o bispo.
A atuação da Pastoral do Turismo, de acordo com a publicação da CNBB “Mobilidade Humana no Brasil – orientações pastorais”, está focada na promoção da dignidade da pessoa, na renovação da comunidade e na construção de uma sociedade solidária.
“Nós não promovemos turismo religioso. Nós trabalhamos a Pastoral, ou seja, acompanhamos o turista que vai nos mais variados lugares, não só nos lugares religiosos, na hora do descanso, do repouso, no encontro com a natureza, para que ele também possa fazer sua experiência de Deus”, afirma dom Anuar.
Os documentos eclesiais estudados durante o 1º Encontro da Pastoral do Turismo, ocorrido entre 11 e 13 de setembro de 2014, apontavam para a atenção com turistas e peregrinos, comunidades localizadas nos meios turísticos e com os trabalhadores da área. A reflexão do 2º Seminário também recordará este aspecto. “Em todos aqueles lugares, por mais belos que sejam, existem pessoas por trás trabalhando. Nós também queremos que essas pessoas e os promotores do turismo descubram a dimensão cristã, religiosa, a própria fé também nesses lugares e nesses momentos. Não tem como separar a fé da vida”, resume dom Anuar.
Logomarca
Também nesta semana, foi aprovada a logomarca da Pastoral, que a identificará daqui para frente. A arte possui elementos que sugerem, de acordo com a descrição dos desenvolvedores, simplicidade, fluidez e continuidade. Traços compõem um mapa do Brasil reestilizado e colocam uma cruz em destaque. “A simplicidade das formas utilizadas nos remente à humildade, perseverança e fidelidade que a Santa Igreja demonstra ao realizar suas ações, fiéis aos ensinamentos da Bíblia Sagrada e à continuidade da palavra pregada por Jesus Cristo e seus seguidores”, explica.
Os criadores afirmam que a fluidez aponta a “capacidade de adaptação da Igreja ao dialogar com diferentes povos, abordar diferentes temas e culturas”.
Fonte: CNBB
“O grande objetivo foi rever os novos estatutos em vias de sua oficialização. A Pastoral, oficialmente, ainda não existe, por isso nós precisamos dos estatutos, precisamos fazer com que sejam reconhecidos pela CNBB, criar o nosso próprio CNPJ, e aí, então, nós existimos diante da sociedade e do mundo”, explicou o arcebispo de Maringá (PR) e bispo referencial da Pastoral do Turismo, dom Anuar Battisti.
O 2º Seminário Nacional da Pastoral do Turismo foi outro tema da reunião. O evento acontecerá de 3 a 5 de novembro, em Aparecida (SP). Foi sugerido o tema “Identidade e Missão”. Na ocasião serão apresentados conceitos, a organização, a articulação, a missão e a finalidade da Pastoral do Turismo.
Ao contrário do que é imaginado por algumas pessoas, o objetivo da Pastoral não é promover atividades turísticas nem turismo religioso. “Quando se fala em Pastoral do Turismo acham que é para ficar viajando para cima e para baixo. Não é isso, não! Mas é evangelizar, é um caminho novo de evangelização que é diferente do turismo religioso”, alerta o bispo.
A atuação da Pastoral do Turismo, de acordo com a publicação da CNBB “Mobilidade Humana no Brasil – orientações pastorais”, está focada na promoção da dignidade da pessoa, na renovação da comunidade e na construção de uma sociedade solidária.
“Nós não promovemos turismo religioso. Nós trabalhamos a Pastoral, ou seja, acompanhamos o turista que vai nos mais variados lugares, não só nos lugares religiosos, na hora do descanso, do repouso, no encontro com a natureza, para que ele também possa fazer sua experiência de Deus”, afirma dom Anuar.
Os documentos eclesiais estudados durante o 1º Encontro da Pastoral do Turismo, ocorrido entre 11 e 13 de setembro de 2014, apontavam para a atenção com turistas e peregrinos, comunidades localizadas nos meios turísticos e com os trabalhadores da área. A reflexão do 2º Seminário também recordará este aspecto. “Em todos aqueles lugares, por mais belos que sejam, existem pessoas por trás trabalhando. Nós também queremos que essas pessoas e os promotores do turismo descubram a dimensão cristã, religiosa, a própria fé também nesses lugares e nesses momentos. Não tem como separar a fé da vida”, resume dom Anuar.
Logomarca
Também nesta semana, foi aprovada a logomarca da Pastoral, que a identificará daqui para frente. A arte possui elementos que sugerem, de acordo com a descrição dos desenvolvedores, simplicidade, fluidez e continuidade. Traços compõem um mapa do Brasil reestilizado e colocam uma cruz em destaque. “A simplicidade das formas utilizadas nos remente à humildade, perseverança e fidelidade que a Santa Igreja demonstra ao realizar suas ações, fiéis aos ensinamentos da Bíblia Sagrada e à continuidade da palavra pregada por Jesus Cristo e seus seguidores”, explica.
Os criadores afirmam que a fluidez aponta a “capacidade de adaptação da Igreja ao dialogar com diferentes povos, abordar diferentes temas e culturas”.
Fonte: CNBB
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
MINISTÉRIO DO TURISMO ALERTA SOBRE O ENVIO DE E-MAIL'S FALSOS
O Ministério do Turismo informa que nesta terça-feira (7) foram enviados e-mails falsos em nome da Assessoria de Comunicação (Ascom) da pasta. Estes e-mails estão sendo enviados principalmente às empresas ligadas ao setor turístico, solicitando que o remetente baixe um “formulário de agendamento”. Trata-se, possivelmente, de um vírus. Esclarecemos que a Ascom e a Agência de Notícias do Ministério do Turismo não enviam formulários às empresas turísticas.
A imagem refere-se à mensagem falsa. Fique atento e nos informe caso algum problema decorrente seja identificado.
Fonte: Agência de Notícias do Turismo
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
BLOG PARCEIRO DO TURISMO: SUGESTÕES DEVEM SER ENCAMINHADAS AO MINISTÉRIO DO TURISMO ATÉ O DIA 10 DE OUTUBRO
Blogueiro, você está participando da criação do selo Blog #ParceirodoTurismo?
O Ministério do Turismo criará um selo para blogueiros de turismo que vai apoiar os viajantes que atuam de acordo com boas práticas na comunicação digital para a promoção de destinos brasileiros.
Você já sabe como participar desse movimento? As sugestões podem ser enviadas até dia 10 de outubro para o e-mail: mtur.gestao@gmail.com.
O Ministério do Turismo criará um selo para blogueiros de turismo que vai apoiar os viajantes que atuam de acordo com boas práticas na comunicação digital para a promoção de destinos brasileiros.
Você já sabe como participar desse movimento? As sugestões podem ser enviadas até dia 10 de outubro para o e-mail: mtur.gestao@gmail.com.
Saiba mais: http://bit.ly/1rALXOS
Fonte: Agência de Notícias do Turismo
sábado, 27 de setembro de 2014
DIA MUNDIAL DO TURISMO: "TURISMO E DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO"
A Sala de Imprensa da Santa Sé
divulgou no dia 11 de julho próximo passado a Mensagem para o Dia Mundial do Turismo, que celebramos hoje, 27 de setembro.
“TURISMO
E DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO”
1.
A 27 de setembro, sobre o tema "Turismo e desenvolvimento
comunitário", celebrar-se-á o Dia Mundial do Turismo promovido, como
acontece todos os anos, pela Organização Mundial do Turismo (OMT). Consciente
da importância social e econômica do turismo no momento atual, a Santa Sé quer
acompanhar este fenômeno a partir do âmbito que lhe é próprio, de maneira
particular no contexto da evangelização.
No
seu Código Ético Mundial, a OMT afirma que o turismo deve ser uma atividade
benéfica para as comunidades de destino: "As populações locais serão
partícipes das atividades turísticas e compartilharão de modo equitativo os
seus benefícios econômicos, sociais e culturais, em particular no que diz
respeito à criação direta e indireta de emprego".1 Isto quer dizer que
é necessário instaurar entre estas duas realidades uma relação de
reciprocidade, que leve a um enriquecimento mútuo.
A
noção de "desenvolvimento comunitário" está profundamente vinculada a
um conceito mais amplo, que faz parte da doutrina social da Igreja, ou seja, o
de "desenvolvimento humano integral", a partir do qual queremos ler e
interpretar o primeiro. A este propósito, são iluminadoras as palavras do Papa
Paulo VI que, na encíclica Populorum progressio, afirmava: "O
desenvolvimento não se reduz a um simples crescimento econômico. Para ser
desenvolvimento autêntico, deve ser integral, quer dizer, promover todos os
homens e o homem todo".2
Como
pode o turismo contribuir para este desenvolvimento? Para tal finalidade, o
desenvolvimento humano integral e, por conseguinte, o desenvolvimento comunitário
no campo do turismo devem ter em vista alcançar um progresso equilibrado, que
seja sustentável e respeitoso em três âmbitos: econômico, social e ambiental,
entendendo com isto tanto o âmbito ecológico como o contexto cultural.
2.
O turismo é um motor fundamental de desenvolvimento econômico, em virtude da
sua importante contribuição para o PIB (de 3% a 5% a nível mundial), para o
emprego (de 7% a 8% dos lugares de trabalho) e para as exportações (30% das
exportações mundiais de serviços).3
No
momento presente, em que se observa uma diversificação dos destinos, cada lugar
do planeta torna-se uma meta potencial. Por isso, o setor turístico
manifesta-se como uma das opções mais viáveis e sustentáveis para reduzir o
nível de pobreza das áreas mais subdesenvolvidas. Se for promovido de maneira
adequada, ele pode ser um inestimável instrumento de progresso, de criação de
lugares de trabalho, de desenvolvimento de infraestruturas e de crescimento
econômico.
Estamos
conscientes de que, como afirmou o Papa Francisco, "a dignidade do
homem está relacionada com o trabalho" e que, por conseguinte, se nos
pede que enfrentemos o problema do desemprego com "os instrumentos da
criatividade e da solidariedade".4 Nesta linha, o turismo
manifesta-se como um dos setores com maiores capacidades de gerar um tipo de
emprego "criativo" e diversificado, do qual podem beneficiar com
maior facilidade os grupos mais desfavorecidos, dos quais fazem parte as
mulheres, os jovens e algumas minorias étnicas.
É
essencial que os benefícios econômicos do turismo cheguem a todos os setores da
sociedade local com um impacto direto sobre as famílias e, ao mesmo tempo, é
necessário valer-se ao máximo nível dos recursos humanos locais. É, outrossim,
fundamental que para alcançar estes benefícios se sigam critérios éticos
respeitadores sobretudo das pessoas, tanto no plano comunitário como a nível de
cada indivíduo, evitando "um conceito economicista da sociedade, que
procura o lucro egoísta, fora dos parâmetros da justiça social".5
Com efeito, ninguém pode construir a própria prosperidade em detrimento do
próximo.6
Os
benefícios de um turismo a favor do "desenvolvimento comunitário" não
podem ser reduzidos exclusivamente ao aspecto econômico, mas têm também outras
dimensões de igual ou até maior importância. Entre elas contam-se o
enriquecimento cultural, a oportunidade de encontros humanos, a construção de
"bens relacionais", a promoção do respeito recíproco e da tolerância,
a colaboração entre entidades públicas e particulares, o fortalecimento do
tecido social e associativo, a melhoria das condições sociais da comunidade, o
estímulo para um desenvolvimento econômico e social sustentável e a promoção da
formação de trabalho dos jovens, para citar apenas algumas.
3.
O desenvolvimento turístico exige que o protagonista principal seja a
comunidade local, que o deve fazer seu, com a participação concreta de
parceiros sociais, institucionais e civis. É importante criar oportunas
estruturas de participação e coordenação, favorecendo o diálogo, assumindo
compromissos, integrando esforços e determinando finalidades comuns e soluções
consensuais. Não se trata de fazer algo "pela" comunidade, mas sim
"com" a comunidade.
Além
disso, um destino turístico não é somente uma paisagem bonita ou uma
infraestrutura confortável, mas antes de tudo uma comunidade local, com o seu
contexto físico e a sua cultura. É necessário promover um turismo que se
desenvolva em harmonia com a comunidade receptora, com o meio ambiente, com as
suas formas tradicionais e culturais, com o seu patrimônio e com os seus
estilos de vida. E, neste encontro respeitoso, a população local e os
visitantes podem instaurar um diálogo produtivo que encoraje a tolerância, o
respeito e a compreensão recíproca.
De
resto, a comunidade local deve sentir-se chamada a salvaguardar o seu próprio
patrimônio natural e cultural, conhecendo-o, sentindo-se orgulhosa do mesmo,
respeitando-o e voltando a valorizá-lo, de modo a poder compartilhá-lo com os
turistas e transmiti-lo às gerações vindouras.
Enfim,
também os cristãos do lugar devem ser capazes de manifestar a sua arte, as suas
tradições, a sua história, os seus valores morais e espirituais, mas
principalmente a sua fé, que se encontra na origem de tudo isto e que lhe
confere sentido.
4.
Ao longo deste caminho rumo a um desenvolvimento integral e comunitário a
Igreja, perita em humanidade, deseja contribuir oferecendo a sua visão cristã
de desenvolvimento, propondo "o que ela possui como próprio: uma visão
global do homem e da humanidade".7
A
partir da nossa fé, podemos oferecer o sentido de pessoa, o sentido de
comunidade e de fraternidade, de solidariedade, de busca da justiça, de saber
que somos guardiões (e não proprietários) da criação e, sob a ação do Espírito
Santo, prosseguir a colaboração com a obra de Cristo.
Dando
continuidade àquilo que o Papa Bento XVI pedia a quantos trabalham na pastoral
do turismo, devemos aumentar os nossos esforços, com a finalidade de "iluminar
este fenômeno com a doutrina social da Igreja, promovendo uma cultura do
turismo ético e responsável, de tal modo que chegue a ser respeitador da
dignidade das pessoas e dos povos, acessível a todos, justo, sustentável e
ecológico".8
É
com alegria especial que vemos como em várias partes do mundo a Igreja
reconheceu as potencialidades do setor turístico e pôs em prática projetos
simples mas eficazes.
São
cada vez mais numerosas as associações cristãs que organizam viagens de turismo
responsável a regiões desfavorecidas, assim como aquelas que promovem o chamado
"turismo solidário ou de voluntariado", durante o qual as pessoas
aproveitam o tempo das férias para colaborar em determinados projetos de
cooperação em países menos desenvolvidos.
Além
disso, são dignos de ser mencionados os programas de turismo sustentável e
solidário, promovidos por conferências episcopais, dioceses ou congregações
religiosas em regiões desfavorecidas, que acompanham as comunidades locais,
ajudando-as a criar espaços de reflexão, promovendo a formação e a
autodeterminação, aconselhando e colaborando para a redação de projetos e
promovendo o diálogo com as autoridades e com outros grupos. Isto levou à
criação de uma oferta turística gerida pelas comunidades locais, através de
associações e microempresas dedicadas ao turismo (alojamento, restaurantes,
guias, produção artesanal, etc.).
E
são numerosas as paróquias das regiões turísticas que recebem o visitante
oferecendo propostas litúrgicas, formativas e culturais, com o desejo de que as
férias "sejam proveitosas para o seu crescimento humano e espiritual,
persuadidos de que nem sequer neste período podemos esquecer-nos de Deus, que
jamais se esquece de nós"9. Por conseguinte, elas procuram
desenvolver uma "pastoral da amabilidade" que permite acolher com
espírito de abertura e de fraternidade, mostrando o rosto de uma comunidade
viva e hospitaleira. E a fim de que a hospitalidade seja mais eficaz, torna-se
necessária uma colaboração concreta com os demais setores implicados.
Estas
propostas pastorais são cada vez mais significativas, particularmente num
período em que aumenta um tipo de "turista vivencial", que procura
instaurar vínculos com a população local e deseja sentir-se membro da
comunidade anfitriã, participando na sua vida quotidiana, valorizando o
encontro e o diálogo.
Portanto,
a solicitude eclesial no âmbito do turismo concretizou-se em numerosos
projetos, derivados de experiências muito diversificadas surgidas a partir do
esforço, do entusiasmo e da criatividade de muitos sacerdotes, religiosos e
leigos que, deste modo, desejam colaborar para o desenvolvimento socioeconômico,
cultural e espiritual da comunidade local, ajudando-a a olhar para o seu futuro
com esperança.
Por
isso, consciente de que a sua missão primordial é a evangelização, a Igreja
quer oferecer a sua colaboração muitas vezes humilde, para responder às
situações concretas dos povos, de maneira especial dos mais necessitados. E
fá-lo convicta de que "evangelizamos também procurando enfrentar os
diferentes desafios que se nos podem apresentar".10
Cidade
do Vaticano, 1 de julho de 2014.
Antonio
Maria Card. Vegliò
Presidente
+
Joseph Kalathiparambil
Secretário
Fonte:
www.news.va
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
MINISTÉRIO DO TURISMO APRESENTA NOVIDADES DURANTE A 42ª ABAV EXPO
Para marcar o Dia Mundial do Turismo, comemorado em 27 de setembro, o Ministério do Turismo promove dois encontros com especialistas em viagens e representantes de empresários turísticos, durante a 42ª ABAV Expo, que acontece no Anhembi, em São Paulo, entre os dias 24 a 28 de setembro. O primeiro deles envolve o ministro em uma videoconferência com jornalistas e formadores de opinião do setor. O bate-papo online acontece no dia 26 de setembro, às 11h. Um pouco mais tarde, às 16h, serão lançados os selos “Blog Parceiros do Turismo” e a Agência de Notícias do Turismo.
O bate-papo pela internet será aberto ao público e terá transmissão ao vivo pelo Google+. Na pauta estão questões como as novas perspectivas para o turismo nacional. Serão abordados os desafios do setor, os modelos de governança de países líderes do turismo mundial e o que fazer para melhorar a competitividade no Brasil.
O bate-papo será feito via “Hangout”, uma ferramenta de videoconferência da rede social Google+ que permite transmissões ao vivo. Os internautas podem interagir com os convidados enviando perguntas e comentários pelas redes sociais usando a hashtag #HangoutMTur ou deixando mensagens nos perfis do MTur pelo Twitter, Facebook, Google+ ou YouTube.
No mesmo dia, só que no período da tarde, às 16h, o estande do Ministério do Turismo recebe os blogueiros e jornalista para o lançamento do selo “Blog Parceiro do Turismo” e da Agência de Notícias do Turismo.
As últimas pesquisas feitas pelo MTur mostram que cada vez mais os turistas buscam informações sobre destinos pela internet. “Os blogs de viagem têm papel fundamental nessa escolha. A experiência pessoal e credibilidade dos blogueiros têm ajudado os internautas na hora de montar o roteiro e contratar serviços turísticos”, diz o ministro Lages. Já o lançamento do selo tem o objetivo de estreitar a comunicação e reconhecer a importância dos blogs que tratam de turismo.
Fonte: Agência de Notícias do Turismo
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
MINISTÉRIO DO TURISMO PROMOVE O LANÇAMENTO DO SELO "BLOG PARCEIRO DO TURISMO"
No próximo dia 26 de setembro, o Ministério do Turismo realizará um encontro especial com blogueiros de turismo durante a ABAV Expo Internacional de Turismo.
Na ocasião ocorrerá o lançamento do selo Blog Parceiro do Turismo, uma novidade que tem por finalidade valorizar o trabalho dos especialistas em viagens e turismo espalhados pelo Brasil. O encontro será às 16h00, no espaço do MTur, na feira montada no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.
#PartiuABAVExpo2014 #PartiuBrasil
Na ocasião ocorrerá o lançamento do selo Blog Parceiro do Turismo, uma novidade que tem por finalidade valorizar o trabalho dos especialistas em viagens e turismo espalhados pelo Brasil. O encontro será às 16h00, no espaço do MTur, na feira montada no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.
#PartiuABAVExpo2014 #PartiuBrasil
Fonte: Ascom/MTur
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
PASTORAL DO TURISMO DO SETOR DE MOBILIDADE HUMANA DA CNBB ENTREGA CARTA AO MINISTRO DO TURISMO
Com o tema “Turismo, caminho de evangelização”, a Pastoral do Turismo, que integra o Setor Mobilidade Humana da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reuniu, entre os dias 11 e 13 de setembro, 40 representantes de dioceses de todo o Brasil, com os objetivos de refletir sobre o caminho de evangelização realizado pela Pastoral e motivar cada diocese a ter sua própria estrutura de atuação nos meios turísticos.
O evento teve
a presença do ministro do Turismo, Vinicius Lages, que recebeu a carta dos participantes com os desafios e
propostas do setor. Lages prometeu atender à solicitação sobre a
representatividade da Pastoral do Turismo junto às reuniões da pasta referente
ao assunto do turismo. Comprometeu-se, ainda, a estabelecer uma parceria para a
elaboração de projetos sociais voltados ao desenvolvimento do turismo nacional.
O arcebispo de
Aparecida (SP) e presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, esteve
presente no encontro e falou sobre a importância do trabalho desenvolvido pela
Pastoral. Já o Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger,
apresentou uma visão geral da Pastoral à luz dos documentos da Igreja.
Compromissos
O Arcebispo de
Maringá e referencial da Pastoral do Turismo, Dom Anuar Battisti, destacou que,
entre as propostas surgidas durante o encontro, foi decidida a criação de uma
coordenação nacional da pastoral composta por cinco membros, que se reunirão em
novembro para dar seguimento aos projetos. “A constituição dessa comissão foi
um dos principais pontos do encontro, que em breve terá seguimento”, explica o
Arcebispo.
Os
participantes enviaram uma carta às dioceses do Brasil, na qual
sugerem a estruturação da Pastoral do Turismo, integrando-a na Pastoral
Orgânica, por meio das seguintes ações: "elencar os lugares onde atraem
mais turistas ou peregrinos; formar agentes para organizar essa pastoral;
promover a acolhida dos turistas; reunir as pessoas que trabalham no turismo;
apresentar a visão cristã do turismo; promover ações de apoio às vítimas do
turismo denunciando aos órgãos competentes a violação de direitos, especialmente
o turismo sexual e o tráfico humano; buscar parcerias com órgãos públicos e
entidades envolvidas no desenvolvimento do turismo; criar parcerias com órgãos
públicos para promoção do turismo ético; acompanhar os trabalhadores do
turismo, pois necessitam de assistência social e religiosa; lutar contra o
turismo predatório, respeitando a natureza; preparar material de divulgação das
celebrações das comunidades, disponibilizando-o aos turistas (em hotéis e
lugares de turismo) e aos meios de comunicação".
Programação
O evento foi
marcado, ainda, pela exposição de análise de conjuntura do turismo no Brasil,
por colocações do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam) sobre a Pastoral
na América-Latina, e pelo debate sobre os últimos acontecimentos no país desde
a realização da Copa do Mundo de futebol, durante a qual a Pastoral participou
com ações nas doze cidades sede dos jogos.
A afirmação
dos compromissos assumidos durante o I Congresso de Pastorais da Mobilidade
Humana foi outro aspecto abordado no encontro. No Congresso, realizado em maio,
no Panamá, os agentes das pastorais do Migrante e Refugiados, do Turismo, dos
Itinerantes e do Apostolado do Mar buscaram fortalecer a defesa e a promoção da
vida, os direitos e a dignidade dos envolvidos em situações de mobilidade.
Dados
O número de
turistas no mundo superou a marca de um bilhão de pessoas em 2012, com um
aumento de 4% em relação ao ano anterior, apesar do contexto global de
instabilidade econômica. De acordo com a Organização Mundial de Turismo, é esperado
que nos próximos anos o número de turistas continue aumentando anualmente entre
3,8 a 4%, significando 40 a 45 milhões de turistas a cada ano.
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